quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Censo 2010


Eu estava assistindo o programa mulheres, a Cátia Fonseca estava falando sobre intercâmbio, um assunto que muito me interessa, no finalzinho do papo a campainha toca, la vou atender.
-boa tarde senhor é censo, pode me responder umas perguntinhas?
Como se eu pudesse dizer não.
- claro
- Idade?
Quantas pessoas moram na sua casa?
Qual o salário da família?
Trabalhando?
Até aqui nada expecional, tão pouco interessante.
- O senhor sabe ler?
- Eu acho que sim.
Qual o seu grau de instrução?
Qual é a cor que o senhor se define?
- Preto.
A mulher me olha com espanto
- o senhor está certo disso?
- sim estou. por que?
- Não o senhor não é preto?
- Como não?
- No máximo eu posso colocar pardo aqui na pesquisa.
- Me defina a cor pardo.
- O senhor é moreno.
- Me defina moreno.
- Assim quase branco.
- Como é ser quase branco?
- Não sei o senhor está me deixando confusa, mas só sei que não é preto pode olhar aqui as opções que eu tenho.
- Mas você falou para eu dizer qual cor eu me defino.
- é
- Então eu me defino como preto.
- Eu vou colocar aqui depois o senhor não vá dizer que foi culpa minha, é o senhor que está mandando.
- Pode deixar que não vou culpar você por isso.
- vou preencher a pesquisa da outra pessoa que mora com o senhor, mas eu não vou colocar preto não pode deixar que eu mesma escolho, tá bom.
- Tudo bem, ele não está aqui pra se definir.
- Acabou viu foi rapidinho.

Por isso não existe preto no Brasil, as pessoa são acuadas quando tem que dizer a cor, acho um absurdo a pergunta somos seres humanos, independente de cor.
Preto, Branco, Amarelo, Vermelho, Verde isso é o que menos importa.
Mas confesso que fiquei com medo da mulher, ela gritou comigo.

Um comentário:

Flavia D'Álima disse...

rsrsrsrsrs

Se perguntassem eu avaliava pela cor das perdas e bunda ou cara???

Pq se fosse pelas pernas e bunda e tudo tãããããão branco, desgosto.